O que são

DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS

 

Desde o inicio dos tempos o homem dança. Dança para seus deuses, para celebrar a chegada das estações do ano, as colheitas, as uniões familiares, os nascimentos e ate mesmo a morte.

 

As danças circulares sagradas surgiram através de Bernard Wosien, bailarino e coreógrafo a partir de sua pesquisa acerca das antigas danças folclóricas e tradicionais e seus simbolismos e significados e, por intermédio dele, em 1976, na fundação Findorhn, no norte da Escócia, a tradição da dança sagrada começou a ser disseminada para o mundo inteiro. Atualmente as danças circulares ajudam a promover a harmonia, autoconhecimento e transformação podendo ser dançado por todos, numa formação de roda.

 

Há tempos estas danças tradicionais eram de propriedade de comunidades étnicas, sociais e religiosas e por gerações foram herdadas. Hoje elas se oferecem a todos aqueles que estiverem abertos para esta oferta, para a possibilidade do autoconhecimento na comunidade. Hoje o esforço direciona-se em resgatar o conteúdo das danças de roda através dos elementos formais tradicionais. Originalmente forma e conteúdo eram um, como arquétipos de uma visão holística do mundo, pelo que essas danças hoje podem nos apontar o caminho para uma nova interioridade. (Wosien, 2002 p 64).

 

As danças circulares são denominadas de sagradas porque expressam e nos fazem lembrar e experimentar a sabedoria da alma dos povos e os conteúdos primordiais de nossa própria alma.

A palavra “sagrada” é para fazer lembrar que as danças não são apenas uma atividade física, mas um envolvimento dos corpos mental e emocional que conecta a terra e o espírito onde se canaliza a energia de cura para si, para os outros e para o planeta.

 

      As danças circulares são praticadas em grupos, em circulo, seguindo uma coreografia que vai de passos simples até os mais elaborados, onde os participantes da roda conectados entre si reúnem energia em busca da harmonia nos quatro níveis: mental, físico emocional e espiritual.

No meio do circulo existe um ponto onde todos estão ligados, onde se faz a conexão do amor e da energia criadora.

Nessas danças não existe a competição e sim a cooperação e descontração.

As Danças Circulares nada tem a ver com religião e sim com um momento de atividade fisica de alegria, conhecimento e cultura, além de propiciar a arte do encontro consigo e com os outros. 

Os objetivos dessas danças alem de propiciar a cultura e tradição das danças de outros povos é a harmonização, confiança, alegria, sentimento de bem estar em todos os níveis, cooperação, união, sensibilização, organização, raciocínio, memória, ritmo, saúde, consciência corporal, equilíbrio entre outros.

 

A dança em grupo deve ser sempre de inclusão, ou seja, mais
importante que o passo certo é o ritmo correto, e a pessoa nova que chega,
através do ritmo do grupo, é acolhida e acerta o passo. Acredito também
que as pessoas que dançam vão percebendo, com o passar do tempo, as
mudanças que ocorrem em si mesmas. Não é só o corpo físico que se torna
mais leve, ágil, alegre, mas também a alma, pois, assim como nos tornamos
mais flexíveis em nossas articulações, também o fazemos em nossas
reflexões. A forma retilínea de pensar vai se tornando mais “arredondada”,
“espiralada”: o sentido de “um” e do “todo” está sempre presente. Ao dançar
vamos deixando para trás julgamentos, criticas, idéias, preconceitos,
ficamos mais harmonizados, identificados e de acordo com o compasso do
coração do Amor. Vale lembrar que “acorde” vem da raiz latina “cor”, que
significa coração (COSTA, 1998, p. 51).

 




 

 

"Que a beleza que amamos seja o que fazemos"